Piceni Power Plays: A tumba de um príncipe guerreiro de 2.500 anos

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Arqueólogos encontraram um corpo. Um grande problema. Os restos mortais de um “príncipe guerreiro” de 2.500 anos atrás.

Situa-se na costa do Adriático, na Itália. Perto de Sirolo. Não um pedaço obscuro de terra, mas uma pequena cidade que viu coisas. Junto com o príncipe veio sua carruagem. Seu capacete. Armas destinadas ao uso, ou pelo menos à exibição.

Este não é apenas um túmulo solitário. Faz parte de um complexo maior. Aquele que nos conta coisas que não sabíamos sobre os Piceni. Eles eram um grupo itálico que vivia lá no século VI a.C. Faz fronteira com os etruscos ao norte. Não sabemos quase nada sobre eles pelos escritos, não deixaram muito no papel. Então nós cavamos. E a sujeira fala.

Os Piceni são um mistério. Principalmente silêncio. Mas os seus túmulos gritam.

Em 2020, os arqueólogos desenterraram outra tumba principesca no cemitério de Pini, completa com um carro com rodas de ferro, armas e capacete. Agora temos um segundo. Dois é melhor que um para estabelecer padrões.

É aqui que fica interessante. No centro desta nova descoberta está uma enorme paliçada circular. Postes de madeira. Fortes. Dentro havia um enterro masculino. O corpo foi enterrado por volta de 500 a.C. bem ao lado do seu currus um veículo de duas rodas que entrou inteiro. Intacto. Isso é raro. Difícil enterrar algo tão grande sem quebrá-lo. Ele também tinha um machado. E vasos de bronze com tampas de cerâmica. Provavelmente comida. Ou o que sobrou de uma festa fúnebre.

Comida para a estrada? Ou apenas sobras?

Bem ao lado dele estava uma mulher. Ela tinha têxteis. Sapato. Fíbulas. Alfinetes de segurança antigos. Muitos deles. Eles seguravam suas roupas juntas, provavelmente também seguravam sua mortalha. Havia uma enorme fíbula com um pedaço de âmbar na cabeça. Um grampo de cabelo? Uma peça de declaração?

Esta não é uma história isolada. Em 1989, encontraram o “Túmulo da Rainha” não muito longe. Aquela mulher tinha duas carruagens. Duas mulas. Uma montanha de coisas. Portanto, este novo par se encaixa em um padrão. Elite Piceni enterrada com grande riqueza.

Mas o layout chocou a todos. Por que? Porque os cemitérios anteriores usavam valas. Fossos de terra para separar os vivos dos mortos. Procedimento padrão para a época, ou assim pensávamos. Este cemitério não tinha vala. Tinha uma cerca de madeira. E foi construído em uma pequena colina. De propósito. Para ser visto. Para dominar o horizonte. Monumental.

Costumávamos pensar que eles cavavam buracos. Acontece que eles construíram cercas.

Esta é a primeira vez que especialistas veem todo um “núcleo aristocrático” do povo Piceni. Stefano Finocchi, que dirige a escavação, chama-a de novas perspectivas sobre a estrutura da elite. Estes não eram apenas guerreiros saindo. Eles faziam parte de uma rede. Denso. Conectado. Estendendo-se desde o centro do Adriático até os principais centros da Itália central.

Os artefatos ainda estão em estudo. Muita análise pela frente. Mas a mensagem já está clara. Esses governantes não eram pessoas isoladas das colinas. Eles estavam conectados. Negociação. Conectando. Poderoso.

Quem diria que os mortos tinham agendas tão ocupadas?

O solo revela seus segredos lentamente. Peça por peça. Ainda temos muito que aprender. Sobre eles. Sobre quem eles eram.