Você quer poder. Poder de verdade. Não a grade zumbindo baixinho na sua parede. Você quer o tipo que abre o céu.
Os cientistas descobriram uma maneira de espremer um raio em uma jarra.
Bem. Uma configuração de laboratório. Não é exatamente um frasco de vidro. Mas pequeno o suficiente para caber em um banco. E o que essa tempestade engarrafada faz?
Cozinha a gás. Especificamente, metano.
Nós odiamos o metano. Ele vaza de peidos de vaca e aterros antigos. Ele retém o calor melhor que o CO2. Muito melhor. 80 vezes melhor. Ruim para o clima. Ótimo para a mesa de jantar de uma tempestade.
A configuração usa um campo elétrico. Alta tensão. Ele arranca elétrons de seus átomos. Você obtém plasma. Uma sopa de partículas carregadas. Selvagem e energético.
Relâmpago não é apenas destruição. É um catalisador. Um natural.
Mas a natureza é confusa. Muito bagunçado. Difícil pegar o combustível que ele produz. Esta máquina é diferente. Está focado. Ele tem como alvo o metano e o joga na água.
O resultado? Metanol.
Por que nos preocupamos com o metanol?
É combustível. É um alicerce para produtos químicos. É plástico, essencialmente. Coisas da vida moderna. Mas fazer isso agora significa desenterrar velhas plantas mortas. Combustíveis fósseis. Nós queimamos as coisas. Queima quente. Também queima o planeta.
Este método utiliza energia renovável para criar a faísca. Energia eólica. Energia solar. Não importa de onde vem. Só que não adiciona novo carbono ao ar. Bem. Ele usa carbono do metano. Mas se você retirar esse metano do ar antes que ele aqueça o planeta? Isso é uma vitória.
A química está reorganizando os átomos. Simples. Difícil de fazer sem calor ou pressão. As plantas tradicionais de metanol usam vapor e pressão enorme. Gigantes industriais. Este pequeno dispositivo faz frio.
É rápido. Está sujo? Não. É preciso.
Existem problemas, obviamente. A máquina precisa de manutenção. Custa dinheiro para operar o campo elétrico. Ampliar? Boa sorte.
Mas o conceito funciona. Você pega um gás residual. Você o destrói com eletricidade limpa. Você obtém um combustível líquido.
Parece bom demais. Como mágica. É química. Apenas uma química muito rápida.
Gastamos bilhões queimando dinossauros mortos para fazer o plástico desta revista. E se parássemos? E se, em vez disso, zapeássemos o ar?
Talvez. Ou talvez fique no laboratório.
Veremos.
